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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Clipping de Notícia - 18 de Janeiro de 2013 - Gás


PETROBRAS SUSPENDE LEILÃO DE CURTO PRAZO DE GÁS POR ALTA DEMANDA DAS TERMELÉTRICAS – Estadão

O despacho elevado das termelétricas para garantir o fornecimento de energia elétrica  já tem prejudicado o mercado de gás natural. Diante dos esforços para garantir o suprimento do insumo para o  consumo das térmicas, a Petrobras não realizou o leilão de curto prazo de gás em dezembro de 2012 e  comunicou às distribuidoras estaduais que não promoverá a licitação deste mês. Embora isso não signifique que  haja um risco de não atendimento da demanda do mercado, os consumidores de gás, principalmente os do segmento industrial, sentirão um aumento no preço de aquisição do insumo comercializado pelas  concessionárias.

O superintendente de regulação de gás canalizado da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do  Estado de São Paulo (Arsesp), Claudio Muller, explicou que os descontos praticados pela Petrobras nos leilões  variavam entre 40% e 60% em relação ao preço do gás nacional dos contratos de longo prazo. Esse gás mais  barato entrava no portfólio de contratação das distribuidoras estaduais, reduzindo o preço final de venda do  insumo para os consumidores. De fato, os volumes adquiridos variavam a cada leilão, mas a Petrobras já  chegou a registrar um pico de contratação de 9,1 milhões de m³/d no certame realizado em novembro de 2011.

O leilão de venda de curto prazo foi o instrumento criado pela Petrobras para monetizar suas reservas de gás  em momentos de baixo nível do despacho das térmicas e, ao mesmo tempo, diminuir os custos de contratação  do insumo pelas distribuidoras estaduais. Em leilões passados, a companhia chegou a ofertar 22 milhões de  metros cúbicos por dia (m³/d) para as concessionárias quando não havia a expectativa de despacho intenso das termelétricas. Essa política já vem sendo adotada desde abril de 2009, quando o primeiro certame foi realizado. 

Além de reduzir os custos de contratação, Muller disse que uma parte não muito expressiva dos volumes adquiridos em leilão também era usada para estimular a expansão de demanda industrial. "Para algumas  indústrias aqui em São Paulo, esse gás era usado para aumento de demanda. Algumas indústrias tinham um  acréscimo de consumo com gás mais barato que o dos contratos firmes", explicou o superintendente da Arsesp.  "É preciso ressaltar, no entanto, que a Petrobras não tinha obrigação legal em realizar os leilões. A empresa só  faz quando há sobras", acrescentou.

Na mesma linha, o gerente de vendas industriais, GNV e grandes clientes da Compagás (PR), Justino de Pinho,  disse que o principal impacto da não-realização dos leilões de curto prazo é que os seus clientes não terão  acesso a um gás mais barato. Segundo o executivo, a política comercial da concessionária é o de repassar o  gás dos certames para todos os seus clientes industriais. "O volume é repassado de forma proporcional ao  consumo perante o total distribuído pela companhia, com consequente redução de custo para todos os clientes  envolvidos", explicou. 

Atualmente, o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas tem exigido que as térmicas a gás operem a plena  capacidade para garantir o abastecimento de energia. Com isso, o volume do insumo destinado ao suprimento  térmico cresceu significativamente ao longo dos últimos meses. Para efeito de comparação, informações da  Petrobras mostram que o consumo médio de gás em janeiro de 2012 foi de 6,228 milhões de m³/d, ao passo  que, em 8 de janeiro deste ano, esse consumo térmico foi de 36,8 milhões de m³/d. Ou seja, as sobras de gás  existentes no passado que eram vendidas nos leilões desapareceram diante da conjuntura adversa do setor  elétrico.
O cenário atual, inclusive, gera incertezas sobre o momento em que a Petrobras poderia retomar a realização  dos leilões de curto prazo. Em que pese os sinais de recuperação dos reservatórios das hidrelétricas no  Sudeste e no Centro-Oeste, os níveis de armazenamento ainda estão muito baixos para esta época do ano. Por  causa disso, existe a expectativa de que as termelétricas continuem ligadas por um longo período. O próprio  presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse esta semana em Brasília  que ainda é cedo para se cogitar o início do desligamento das térmicas em operação. "Esperamos que a Petrobras possa retomar a realização dos leilões de curto prazo o mais rápido possível", afirmou Muller, da  Arsesp.

Os consumidores de gás, pelo menos, devem ter uma boa notícia em breve. Isso porque a Petrobras não deve  eliminar o desconto praticado sobre o preço do gás natural nacional nos contratos de longo prazo no reajuste de  fevereiro. "A Petrobras não tem intenção em mexer nisso neste momento", afirmou à Agência Estado uma  importante fonte do mercado de energia que preferiu não ser identificada. A companhia vem praticando  descontos no preço do gás nacional vendido às distribuidoras estaduais desde abril de 2011 com vistas a  garantir a competitividade do insumo.
Na mesma linha, o superintendente da Arsesp comentou que também há expectativa de manutenção do preço  do gás boliviano no mesmo patamar verificado ao final de 2012. "O preço do gás boliviano no primeiro trimestre  de 2013 deve praticamente repetir o preço do quarto trimestre de 2012", comentou Muller, citando que não  houve uma variação significativa do dólar e nem do preço do petróleo no período em questão - esses dois itens compõem a fórmula de reajuste desse gás.
Assim como o insumo produzido no País, o gás boliviano vendido às distribuidoras é reajustado trimestralmente  pela Petrobras. Porém, o primeiro reajuste do insumo importado da Bolívia ocorre em janeiro, enquanto que o do gás nacional ocorre em fevereiro.


PETROBRAS NÃO RENOVA CONTRATO DE 1 MILHÃO DE M³/D EM GÁS FLEXÍVEL COM A COMGÁS – Estadão


A Petrobras não renovou com a Comgás um contrato flexível de suprimento de gás  natural de 1 milhão de metros cúbicos por dia (m³/d), que expirou ao final de dezembro de 2012. Apesar disso, a  concessionária paulista afirmou ter insumo contratado em volume suficiente para garantir o atendimento pleno  da demanda do seu mercado consumidor. Hoje, os acordos de fornecimento da Comgás com a Petrobras  somam 13,32 milhões de m³/d, dos quais 8,10 milhões de m³/d vindo da Bolívia e outros 5,22 milhões de m³/d de  origem não determinada. Ao final de setembro de 2012, a demanda do mercado distribuidora girava em torno  de 13 milhões de m³/d.

Além disso, o superintendente de regulação de gás canalizado da Agência Reguladora de Saneamento e  Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), Claudio Muller, diz que o portfólio de contratação de gás da Comgás  é completado com os volumes adquiridos pela companhia no leilão de curto prazo realizado em outubro de  2012. "A Comgás contratou um volume de gás para os meses de novembro, dezembro e janeiro", acrescentou o executivo, comentando que não há riscos de desabastecimento até porque o consumo industrial de gás não tem  crescido tanto neste momento. 

Muller também disse que a Petrobras não sinalizou, por enquanto, a necessidade de reduzir o envio de gás para  as distribuidoras para garantir o atendimento das térmicas. "Não houve este tipo de manifestação, e os  contratos de gás firme estão sendo cumpridos normalmente. Não existe esse tipo de preocupação por parte das  distribuidoras", comentou.


Petrobras nega falta de gás no País – Correio do Estado

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse nesta quarta-feira que não há risco de desabastecimento de gás no país. O gás é usado, por exemplo, para abastecer as usinas térmicas que são acionadas para complementar o sistema elétrico quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas estão baixo. Leia Mais


ANP: licitação para exploração de gás pode sair em 2012 – Estadão.com

A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), Magda Chambriard, anunciou nesta quinta-feira que o governo federal planeja realizar ainda em 2012 uma primeira rodada de licitação de blocos terrestres, com o objetivo de identificar e explorar jazidas de gás natural no País. De acordo com a diretora-geral, a ANP estrutura a realização desse leilão, por ordem da presidente Dilma Rousseff. Leia Mais


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