PETROBRAS
SUSPENDE LEILÃO DE CURTO PRAZO DE GÁS POR ALTA DEMANDA DAS TERMELÉTRICAS –
Estadão
O despacho elevado das termelétricas para garantir o
fornecimento de energia elétrica já tem
prejudicado o mercado de gás natural. Diante dos esforços para garantir o
suprimento do insumo para o consumo das
térmicas, a Petrobras não realizou o leilão de curto prazo de gás em dezembro
de 2012 e comunicou às distribuidoras
estaduais que não promoverá a licitação deste mês. Embora isso não signifique
que haja um risco de não atendimento da
demanda do mercado, os consumidores de gás, principalmente os do segmento
industrial, sentirão um aumento no preço de aquisição do insumo comercializado
pelas concessionárias.
O superintendente de regulação de gás canalizado da
Agência Reguladora de Saneamento e Energia do
Estado de São Paulo (Arsesp), Claudio Muller, explicou que os descontos
praticados pela Petrobras nos leilões
variavam entre 40% e 60% em relação ao preço do gás nacional dos
contratos de longo prazo. Esse gás mais
barato entrava no portfólio de contratação das distribuidoras estaduais,
reduzindo o preço final de venda do
insumo para os consumidores. De fato, os volumes adquiridos variavam a
cada leilão, mas a Petrobras já chegou a
registrar um pico de contratação de 9,1 milhões de m³/d no certame realizado em
novembro de 2011.
O leilão de venda de curto prazo foi o instrumento criado pela Petrobras para monetizar suas reservas de gás em momentos de baixo nível do despacho das térmicas e, ao mesmo tempo, diminuir os custos de contratação do insumo pelas distribuidoras estaduais. Em leilões passados, a companhia chegou a ofertar 22 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) para as concessionárias quando não havia a expectativa de despacho intenso das termelétricas. Essa política já vem sendo adotada desde abril de 2009, quando o primeiro certame foi realizado.
Além de reduzir os custos de contratação, Muller disse que uma parte não muito expressiva dos volumes adquiridos em leilão também era usada para estimular a expansão de demanda industrial. "Para algumas indústrias aqui em São Paulo, esse gás era usado para aumento de demanda. Algumas indústrias tinham um acréscimo de consumo com gás mais barato que o dos contratos firmes", explicou o superintendente da Arsesp. "É preciso ressaltar, no entanto, que a Petrobras não tinha obrigação legal em realizar os leilões. A empresa só faz quando há sobras", acrescentou.
Na mesma linha, o gerente de vendas industriais, GNV e grandes clientes da Compagás (PR), Justino de Pinho, disse que o principal impacto da não-realização dos leilões de curto prazo é que os seus clientes não terão acesso a um gás mais barato. Segundo o executivo, a política comercial da concessionária é o de repassar o gás dos certames para todos os seus clientes industriais. "O volume é repassado de forma proporcional ao consumo perante o total distribuído pela companhia, com consequente redução de custo para todos os clientes envolvidos", explicou.
Atualmente, o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas tem exigido que as térmicas a gás operem a plena capacidade para garantir o abastecimento de energia. Com isso, o volume do insumo destinado ao suprimento térmico cresceu significativamente ao longo dos últimos meses. Para efeito de comparação, informações da Petrobras mostram que o consumo médio de gás em janeiro de 2012 foi de 6,228 milhões de m³/d, ao passo que, em 8 de janeiro deste ano, esse consumo térmico foi de 36,8 milhões de m³/d. Ou seja, as sobras de gás existentes no passado que eram vendidas nos leilões desapareceram diante da conjuntura adversa do setor elétrico.
O cenário atual, inclusive, gera incertezas sobre o momento em que a Petrobras poderia retomar a realização dos leilões de curto prazo. Em que pese os sinais de recuperação dos reservatórios das hidrelétricas no Sudeste e no Centro-Oeste, os níveis de armazenamento ainda estão muito baixos para esta época do ano. Por causa disso, existe a expectativa de que as termelétricas continuem ligadas por um longo período. O próprio presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse esta semana em Brasília que ainda é cedo para se cogitar o início do desligamento das térmicas em operação. "Esperamos que a Petrobras possa retomar a realização dos leilões de curto prazo o mais rápido possível", afirmou Muller, da Arsesp.
Os consumidores de gás, pelo menos, devem ter uma boa notícia em breve. Isso porque a Petrobras não deve eliminar o desconto praticado sobre o preço do gás natural nacional nos contratos de longo prazo no reajuste de fevereiro. "A Petrobras não tem intenção em mexer nisso neste momento", afirmou à Agência Estado uma importante fonte do mercado de energia que preferiu não ser identificada. A companhia vem praticando descontos no preço do gás nacional vendido às distribuidoras estaduais desde abril de 2011 com vistas a garantir a competitividade do insumo.
Na mesma linha, o superintendente da Arsesp comentou que também há expectativa de manutenção do preço do gás boliviano no mesmo patamar verificado ao final de 2012. "O preço do gás boliviano no primeiro trimestre de 2013 deve praticamente repetir o preço do quarto trimestre de 2012", comentou Muller, citando que não houve uma variação significativa do dólar e nem do preço do petróleo no período em questão - esses dois itens compõem a fórmula de reajuste desse gás.
Assim como o insumo produzido no País, o gás boliviano vendido às distribuidoras é reajustado trimestralmente pela Petrobras. Porém, o primeiro reajuste do insumo importado da Bolívia ocorre em janeiro, enquanto que o do gás nacional ocorre em fevereiro.
PETROBRAS
NÃO RENOVA CONTRATO DE 1 MILHÃO DE M³/D EM GÁS FLEXÍVEL COM A COMGÁS – Estadão
A Petrobras não renovou com a Comgás um contrato
flexível de suprimento de gás natural de
1 milhão de metros cúbicos por dia (m³/d), que expirou ao final de dezembro de
2012. Apesar disso, a concessionária
paulista afirmou ter insumo contratado em volume suficiente para garantir o
atendimento pleno da demanda do seu
mercado consumidor. Hoje, os acordos de fornecimento da Comgás com a
Petrobras somam 13,32 milhões de m³/d,
dos quais 8,10 milhões de m³/d vindo da Bolívia e outros 5,22 milhões de m³/d
de origem não determinada. Ao final de
setembro de 2012, a demanda do mercado distribuidora girava em torno de 13 milhões de m³/d.
Além disso, o superintendente de regulação de gás canalizado da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), Claudio Muller, diz que o portfólio de contratação de gás da Comgás é completado com os volumes adquiridos pela companhia no leilão de curto prazo realizado em outubro de 2012. "A Comgás contratou um volume de gás para os meses de novembro, dezembro e janeiro", acrescentou o executivo, comentando que não há riscos de desabastecimento até porque o consumo industrial de gás não tem crescido tanto neste momento.
Muller também disse que a Petrobras não sinalizou, por enquanto, a necessidade de reduzir o envio de gás para as distribuidoras para garantir o atendimento das térmicas. "Não houve este tipo de manifestação, e os contratos de gás firme estão sendo cumpridos normalmente. Não existe esse tipo de preocupação por parte das distribuidoras", comentou.
Petrobras
nega falta de gás no País – Correio do Estado
A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse nesta
quarta-feira que não há risco de desabastecimento de gás no país. O gás é
usado, por exemplo, para abastecer as usinas térmicas que são acionadas para
complementar o sistema elétrico quando os níveis dos reservatórios das
hidrelétricas estão baixo. Leia Mais
ANP:
licitação para exploração de gás pode sair em 2012 – Estadão.com
A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás
Natural e Biocombustível (ANP), Magda Chambriard, anunciou nesta quinta-feira
que o governo federal planeja realizar ainda em 2012 uma primeira rodada de
licitação de blocos terrestres, com o objetivo de identificar e explorar
jazidas de gás natural no País. De acordo com a diretora-geral, a ANP estrutura
a realização desse leilão, por ordem da presidente Dilma Rousseff. Leia Mais
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